Sensor de posição da borboleta (TPS)

Neste tópico vamos conhecer o sensor posição da borboleta de

aceleração (TPS).

De um simples acionamento à cabo, um componente que controla o enchimento do motor evoluiu para um sistema totalmente eletrônico que interpreta as necessidades do motorista. A real necessidade do sensor de posição da borboleta não é apenas monitorar a posição da borboleta na aceleração como muitos pensam, vai muito além disso, e não ficaria compreendido apenas mencionar o que é o TPS, mas sim sua vital importância para o enchimento do cilindros, e como esse trabalho é realizado em conjunto com o acelerador eletrônico – EGAS.

Sensor de Posição de Borboleta (TPS) Honda Civic 1992 a 2000 EX, LX, Si, DX

Sensor de Posição de Borboleta (TPS) Honda Civic

O sensor de posição da borboleta localiza-se no Corpo de Borboleta, mais precisamente, no mesmo eixo da Borboleta de Aceleração.
Nada mais é do que um potenciômetro cujo o cursor está ligado ao eixo da borboleta, trata-se então de um sensor resistivo.
A medida que a borboleta se movimenta o cursor também se movimenta, mas sobre a pista resistiva do potenciômetro. Esse movimento altera a resistência do sensor e consequentemente sua tensão de saída para ECU.

Por dentro do sensor TPS

O circuito do sensor possui três linhas, ou seja, o sensor possui três pinos, um negativo(terra), positivo de referência e o positivo de saída. A unidade envia um sinal de referência de 5volts, que passa pelo resistor fixo dentro da mesma e que está ligado em série com o potenciômetro(divisor de tensão). As alterações do potenciômetro são diretamente enviadas a ECU.

Como a ECU obtém a informação do sensor:

O cálculo do valor de saída é feito da seguinte forma, a central soma o valor do resistor fixo interno ao valor da resistência do potenciômetro naquele instante, com a resistência total ela descobre a corrente no circuito, e então pode finalmente chegar ao valor da tensão de saída multiplicando a corrente pela resistência do potenciômetro

TPS no sistema Monoponto:

Em sistemas de injeção Monoponto, o método de cálculo utilizado era o Rotação X Ângulo da Borboleta, a informação do TPS era utilizada para determinar a carga e o avanço de ignição, por isso necessitavam de um sensor diferenciado, neste tipo de TPS existiam duas pistas resistivas, uma para marcha-lenta e carga parcial, e outra para média e plena carga. Neste caso eram dois potenciômetros em paralelo que garantiam maior sensibilidade para o sistema.

A primeira pista é acionada até 24º de abertura borboleta de aceleração, a maior sensibilidade era obtida pois se tinha uma maior variação de tensão até os 24º, e a segunda partir de 18º até os 90º de abertura, ou seja, a abertura máxima.

Além disso, esse sistema também contava com Interruptor de Borboleta, sua função era informar a ECU à que carga o motor está operando, para isso o sistema contava com platinados. Quando o primeiro dos platinados fechava indicava que o motor estava em marcha-lenta, em carga parcial os dois platinados fechavam e à plena carga apenas o segundo platinado fechava.

Controle do Enchimento do Cilindro:

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A princípio a ECU utiliza o sinal do sensor como um dos parâmetros para determinar o tempo de injeção e de ignição, muito além disso, esta informação é base para as estratégias de ignição e faz parte do sistema EGAS.
Com a borboleta fechada as estratégias utilizadas pelo sistema são marcha-lenta, Cut-Off e Dash Pot – O amortecimento de aceleração.
A ECU também responde a mudanças bruscas de posição da borboleta com a estratégia de aceleração rápida, aqui vale informar também que o TPS também tem participação direta na estratégia Kickdown nos veículos de cambio automático.
E nas posições parcial e totalmente aberta significa para ECU as estratégias de média carga e plena carga.
Em todas essas estratégias o sistema EGAS está participando, agora o pedal do acelerador é um módulo que detecta as necessidades do motorista a partir da sua “pisada” no pedal, ou como dizia um dos meus professores, sua “pedalada”. Essa informação é enviada para ECU – graças a rede CAN, que é a comunicação entre os módulos – que interpreta como o torque desejado pelo motorista(filosofia torque), ou seja, o enchimento desejado do cilindro, e através do TPS regula o ângulo em que a borboleta deve ficar aberta.

Não sabe onde encontrar um sensor de posição de borboleta (TPS)?

Onde encontrar: www.bermano.com.br